O protagonismo das redes de distribuição

O mundo ainda utiliza e recebe a energia elétrica por meio de fios condutores metálicos. A energia é produzida por centrais geradoras, geralmente de grande porte, e, principalmente, as hidrelétricas, afastadas dos centros de consumo. Assim, a energia é transportada pelos cabos dos sistemas de transmissão e distribuição aos consumidores finais. Uma característica importante dos sistemas elétricos é o ganho de escala, ou seja, quanto maior o porte, menor o custo médio dos produtos e serviços oferecidos.

Nos últimos anos, o avanço tecnológico tem propiciado a viabilidade econômica de pequenos geradores elétricos, dentre eles os de fontes renováveis. Veículos elétricos, eficiência energética dinâmica, etc são novas fronteiras para os sistemas elétricos. Isto aponta para um novo paradigma: os Recursos Energéticos Distribuídos.

A partir da descentralização crescente da geração, o que tem ocorrido em diversos países no mundo, as redes de distribuição passam a ter papel protagonista na operação e otimização desses fluxos de energia, contrabalançando os efeitos intermitentes desses pequenos geradores e aumentando a qualidade e continuidade do fornecimento de energia a todos os consumidores.

Um ponto relevante a ser mencionado sobre a produção e o consumo de energia elétrica é que, diferentemente de outros sistemas de redes, como água e gás, a energia elétrica não pode ser armazenada de forma economicamente viável, pois as baterias são muito caras, ainda. Isso implica na necessidade de equilíbrio constante entre oferta e demanda. Em outras palavras, toda a energia consumida deve ser produzida instantaneamente. É assim que acontece quando acendemos a luz ao apertar o interruptor.

Por isso, as distribuidoras estão investindo na capacitação de pessoal e em tecnologia de supervisão e monitoramento. O futuro virá rápido e juntamente com as redes inteligentes, ou “smart grids”.

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